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Crime Organizado

CPI do Crime Organizado quebra sigilos e mira cúpula do Banco Master

Em sessão que ouviu fundador da Reag, comissão autorizou quebra de sigilos de parentes de Vorcaro e convites a ministros do STF.

Congresso em Foco

11/3/2026 14:21

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Orgnizado aprovou, nesta quarta-feira (11), um conjunto de 27 requerimentos voltados ao aprofundamento das investigações sobre possíveis conexões entre insitituições financiras e organizações criminosas. As medidas incluem solicitações de quebra de sigilo, convocações e pedidos de informações e diferentes órgãos.

Entre as decisões tomadas pelo colegiado está a autorização para quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A comissão também determinou o acesso a relatórios de inteligência financeira e a quebra de sigilos relacionados a Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário".

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Presidente da comissão, Fabiano Contarato, conduziu votação que aprovou a quebra de sigilos de investigados.

Presidente da comissão, Fabiano Contarato, conduziu votação que aprovou a quebra de sigilos de investigados.Geraldo Magela/Agência Senado

Os parlamentares aprovaram ainda medidas semelhantes contra Mohamad Hussein Murad, chamado nas investigações de "Beto Louco", apontado como personagem relevante em um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os requerimentos incluem acesso a dados bancários e fiscais.

No âmbito das apurações, a CPI também decidiu convocar dois servidores afastados do Banco Central do Brasil: o ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária Bellini Santana. Ambos foram retirados de suas funções por decisão do STF, após suspeitas de que teriam oferecido uma "consultoria informal" ao Banco Master durante as investigações.

Além das convocações, os senadores aprovaram convites para que prestem esclarecimentos autoridades como os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o comandante do Exército, Tomás Miguel Ribeiro Paiva. Também foi aprovado um requerimento solicitando informações à Polícia Federal sobre a Operação Compliance Zero.

Oitivas

Durante a mesma sessão, o colegiado ouviu o empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, empresa citada em investigações conduzidas pela Polícia Federal que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro associadas ao PCC. Com base em decisão judicial, o advogado José Luis Oliveira Lima informou que seu cliente poderia exercer o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento.

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Apesar dessa possibilidade, Mansur respondeu a parte dos questionamentos apresentados pelos senadores. Durante a oitiva, o empresário apresentou explicações sobre a trajetória da empresa e rejeitou as acusações de irregularidades, após o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), solicitar que ele apresentasse sua versão sobre os fatos investigados.

Também estava prevista na pauta a participação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), que havia sido convidado para relatar experiências do estado no combate às facções criminosas. O chefe do Executivo gaúcho, contudo, não compareceu à sessão devido a compromissos de agenda.

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