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CPI do Crime Organizado
Congresso em Foco
11/3/2026 9:07
A CPI do Crime Organizado ouve nesta quarta-feira (11) o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). O chefe do Executivo estadual foi convidado a relatar a experiência do governo gaúcho no enfrentamento às facções criminosas e apresentar medidas adotadas na área de segurança pública.
A pauta da comissão também inclui a votação de requerimentos de convocação e pedidos de quebra de sigilo relacionados às investigações em andamento. Entre as oitivas previstas está a do empresário João Carlos Falbo Mansur, ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos.
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Entre os requerimentos que devem ser analisados está a convocação do ex-diretor de fiscalização do Banco Central do Brasil, Paulo Sérgio Neves de Souza, e do ex-servidor da instituição Belline Santana. Ambos foram alvos de operação da Polícia Federal no âmbito das apurações relacionadas ao Banco Master.
A comissão também deve deliberar sobre a quebra de sigilo de Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. O colegiado tenta avançar nas investigações envolvendo o banco, mas tem enfrentado obstáculos judiciais.
Na semana passada, por exemplo, a CPI havia marcado a oitiva de Vorcaro e de Zettel, mas a sessão foi cancelada após a ausência dos convocados. Já na segunda-feira (9), a comissão apresentou recurso no Supremo Tribunal Federal contra decisão do ministro André Mendonça, que transformou em facultativa, e não obrigatória, a presença do banqueiro no colegiado.
Paralelamente, os parlamentares tentam reverter outra decisão judicial relacionada ao caso. O colegiado contestou medida do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, da qual é sócio o ministro Dias Toffoli. Na manifestação apresentada à Corte, a comissão afirma que a decisão representa "grave lesão à ordem pública institucional" e solicitou ao presidente do tribunal, Edson Fachin, a redistribuição do processo.
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