Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Congresso
Congresso em Foco
19/3/2026 15:02
O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, afirmou nesta quinta-feira (19) que a base do governo tenta "esvaziar" o colegiado e acusou setores do Congresso de atuarem para impedir o avanço das investigações. Segundo o parlamentar, apesar da tentativa, a CPMI está "mais viva que nunca".
Gaspar classificou esse movimento como uma "Operação Abafa" e disse que a comissão incomoda porque está se aproximando de nomes e estruturas relevantes dentro do esquema de fraudes do INSS. Gaspar também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela demora em analisar o requerimento de prorrogação do colegiado.
Operação Abafa
Ao exibir trecho de reportagem do jornal O Globo sobre a CPMI, o deputado disse que já viu muitos tipos de movimentação política na República e, em sua visão, a tentativa atual de enfraquecer o colegiado tem "contornos claros de abafamento".
Gaspar sugeriu que a aproximação da investigação de temas ligados ao Banco Master e de aliados do PT teria provocado uma convergência política para tentar sepultar os trabalhos da comissão.
"Eu já vi todo tipo de operação na República, mas essa 'Operação Abafa' que estão querendo fazer com a CPMI do INSS tem cara, sobrenome e partido político. Estão querendo sepultar um vivo. A CPMI do INSS está mais viva do que nunca e no encalço de grandes corruptos da nação."
Prorrogação
O deputado sugeriu que o presidente do Senado teria "inércia" em determinar a prorrogação dos trabalhos da CPMI, que tem data marcada para encerrar as atividades em 28 de março. "Eu fico espantado com essa omissão e queria deixar registrado", afirmou.
Na última semana, o colegiado protocolou junto ao STF um mandado de segurança. A ação busca assegurar, segundo os parlamentares, o respeito às prerrogativas do Congresso e permitir a continuidade dos trabalhos da comissão.
Gaspar disse esperar que o ministro André Mendonça prorrogue a CPMI, de modo que o relatório final possa ser elaborado com mais consistência.
"A esperança é que o ministro André Mendonça, que conhece bem os fatos tratados aqui, dê a oportunidade à CPMI de produzir um relatório com muito mais profundidade em relação aos indícios e às responsabilidades."