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JUDICIÁRIO
Congresso em Foco
6/3/2026 | Atualizado às 19:09
O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou nesta sexta-feira que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro não foram enviadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Em nota à imprensa, a Corte disse que análise técnica dos dados telemáticos indica que os registros divulgados não correspondem aos contatos do ministro nos arquivos apreendidos durante as investigações.
Segundo a Secretaria de Comunicação do STF, a verificação foi solicitada pelo gabinete de Moraes após a divulgação de supostas conversas envolvendo o ministro e o empresário. O tribunal informou que os prints de mensagens de visualização única enviados por Vorcaro em 17 de novembro de 2025 estão associados a outros contatos da agenda do banqueiro, e não ao telefone do magistrado.
De acordo com a análise técnica, os arquivos extraídos do celular mostram que as imagens das conversas estavam armazenadas em pastas vinculadas a outras pessoas da lista de contatos de Vorcaro. O STF afirma que, por esse motivo, não há registro de que as mensagens tenham sido direcionadas a Moraes nos materiais apreendidos pelos investigadores.
Veja a íntegra da nota do STF.
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As supostas conversas vazadas atribuem a Vorcaro mensagens enviadas ao ministro no dia em que ele foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025. Em um dos trechos, o banqueiro teria escrito pela manhã que um assunto sobre o qual ambos teriam conversado estaria começando a vazar e que pessoas ligadas ao BRB teriam alertado sobre movimentações envolvendo o caso.
Horas depois, Vorcaro teria perguntado ao ministro por novas informações e se "conseguiu bloquear", em especificar o que estaria bloqueando. Na versão vazada, o contato, atribuído a Moraes, teria respondido com mensagens de visualização única.
Prisão de Vorcaro
Daniel Vorcaro está preso desde quarta-feira (4), como parte da terceira fase da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, a nova fase da operação apura a possível prática de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos no âmbito da organização criminosa.
De acordo com as investigações, as práticas ligadas ao Banco Master teriam provocado um déficit de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir investidores e correntistas em casos de quebra de instituições financeiras.
Não é a primeira vez que o banqueiro é alvo da operação. Em novembro, Vorcaro chegou a ser preso pela PF, mas obteve o direito de responder em liberdade, mediante o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
A nova prisão foi fundamentada em elementos colhidos na própria investigação. Mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero, teriam indicado que o empresário determinou a um interlocutor que prestava serviços ao banqueiro que agredisse o colunista Lauro Jardim e ameaçou "moer" uma empregada.
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