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Crescimento Econômico

Alta na economia em 2025 foi puxada pelo setor agropecuário, avalia BC

Índice do BC aponta avanço puxado por agro, indústria e serviços, apesar de recuo de 0,2% em dezembro.

Congresso em Foco

19/2/2026 18:00

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Conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (19), a economia brasileira apresentou avanço no decorrer de 2025. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) demonstrou um aumento de 2,5% no ano passado, quando comparado ao período anterior.

Verificaram-se elevações de 13,1% no setor agropecuário, 1,5% na indústria e 2,1% nos serviços.

Excluindo a agropecuária, o IBC-Br exibiu um aumento de 1,8% no ano. Em contrapartida, no mês de dezembro de 2025, o IBC-Br apresentou uma retração de 0,2% em relação a novembro, considerando os dados com ajuste sazonal.

Pecuária cede espaço para o maior parque de geração de energia solar da América do Sul. Na fotografia, é possível ver o rebanho pastando perto das instalações solares, refletindo a integração da agricultura com as fontes de energia renovável.

Pecuária cede espaço para o maior parque de geração de energia solar da América do Sul. Na fotografia, é possível ver o rebanho pastando perto das instalações solares, refletindo a integração da agricultura com as fontes de energia renovável. Eduardo Anizelli/Folhapress

Em comparação com dezembro de 2024, observou-se um crescimento de 3,1%, sem ajuste para o período, dada a comparação entre meses idênticos. No trimestre concluído dezembro, em relação ao trimestre concluído em setembro de 2025, o índice indicou um acréscimo de 0,4%.

O IBC-Br, enquanto instrumento de avaliação da evolução da atividade econômica nacional, incorpora informações sobre o nível de atividade dos setores da economia: indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Selic

O índice auxilia o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC na tomada de decisões referentes à taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. A Selic constitui o principal instrumento do BC para atingir a meta de inflação, estabelecida em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que impacta os preços, uma vez que juros mais elevados encarecem o crédito e incentivam a poupança.

Dessa forma, taxas mais altas contribuem para a redução da inflação, embora possam dificultar a expansão da economia.

Em contrapartida, quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito se torne mais acessível, estimulando a produção e o consumo, o que pode atenuar o controle sobre a inflação e impulsionar a atividade econômica.

Em janeiro, o aumento dos preços da energia elétrica e da gasolina resultou em uma inflação oficial de 0,33%, mantendo-se no mesmo patamar de dezembro. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado culminou em um acúmulo de 4,44% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025, dentro da margem de tolerância da meta.

A diminuição da inflação em direção à meta e indicadores como o IBC-Br, que evidenciam a moderação no crescimento interno, levaram à manutenção da Selic pela quinta vez consecutiva, na última reunião do Copom, ao final de janeiro.

Em ata, o Copom confirmou o início da redução dos juros na próxima reunião, em março, sem, contudo, indicar a magnitude do corte, e esclareceu que os juros permanecerão em níveis restritivos.

Segundo a autarquia, a atividade econômica doméstica conservou uma trajetória de moderação no crescimento, operando acima de seu potencial de expansão sem exercer pressão sobre a inflação. Não obstante, a manutenção dos juros em patamares restritivos se justifica pela resiliência de fatores que pressionam os preços "tanto correntes quanto esperados", notadamente o dinamismo ainda observado no mercado de trabalho.

A Selic encontra-se no nível mais elevado desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após alcançar 10,5% ao ano em maio de 2024, a taxa voltou a ser elevada em setembro do mesmo ano, atingindo 15% ao ano na reunião de junho de 2025, mantendo-se nesse patamar desde então.

Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega uma metodologia distinta da utilizada para mensurar o Produto Interno Bruto (PIB), o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice "contribui para a elaboração de estratégia da política monetária" do país, mas "não é exatamente uma prévia do PIB." O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.

Impulsionada pelas expansões da indústria e da agropecuária, a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade.

A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para 3 de março.

Em 2024, o PIB encerrou com um aumento de 3,4%, representando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

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Copom economia Banco Central Selic

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