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28/12/2015 | Atualizado 10/10/2021 às 16:27

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Cartomantes, videntes, jogadores de búzios: salvai-nos! Pintem de dourado as perspectivas de nosso futuro imediato. Todas as preces sejam lançadas aos céus. Que a fé desse povo guerreiro rasgue novos horizontes longe da nebulosa realidade presente. 2015 não deixará saudades. De positivo somente o vigor das instituições republicanas e democráticas e a mobilização nas ruas, mostrando que outro país é possível. A economia brasileira está derretendo em depressão profunda. Marcha ré no PIB de 3%. Desemprego batendo na porta de nove milhões de trabalhadores. A indústria brasileiraindo pelo ralo. Inflação alta de 10%. Agências de classificação de risco rebaixando o Brasil para a segunda divisão. Estrangulamento fiscal absoluto. Déficit nominal de 10% do PIB. Dívida bruta na casa dos 70% do PIB. Investimento público raquítico. A renda por habitante despencando 8% em três anos. Desmoralização da contabilidade pública com maquiagens contábeis, pedaladas fiscais e decretos ilegais. Crise de credibilidade e confiança. O governo sem bússola colocando o país à deriva. Paralelamente, a Lava Jato mostrou um quadro devastador em que a corrupção sistêmica e institucionalizada foi convertida em método de governo do “presidencialismo de cooptação”. Orquestrada pelo PT, uma extensa rede de desvios lançou seus tentáculos por toda a máquina pública. As cifras bilionárias fizeram o mensalão parecer um jogo de crianças. A indignação da sociedade foi encontrar resposta em figuras como o juiz Sergio Moro, o procurador da República Deltan Dallagnol ou até mesmo no simpático japonês da Polícia Federal Newton Ishii. Os chefes dos poderes Executivo e Legislativo estão no centro dos acontecimentos. Dilma foi ministra das Minas e Energia, presidente do Conselho da Petrobras e “Mãe do PAC”. Todas as obras fontes de corrupção estavam sob a sua alçada. Por ação ou omissão, conivência ou incompetência, comando ou negligência, teve o domínio dos fatos. Se não é beneficiária pessoal, é no mínimo beneficiária política e deve responder por isso. Renan Calheiros e Eduardo Cunha estão diante de graves e fortes denúncias, submetidos à investigação. Tudo isto bastaria para transformar 2015 em um ano destrutivo face às esperanças da sociedade brasileira. Some-se a isto o estelionato eleitoral com promessas, como a diminuição da tarifa de energia, transformadas em pesadelo para a população e a rejeição absoluta ao governo lulopetista de Dilma, construímos uma base nada animadora para a decolagem 2016. Sem falar no desastre ambiental de Mariana. A perspectiva de um crescimento negativo novamente de 2,5%, de 11 milhões de desempregados ao final do ano e da permanência em suspense do destino de Dilma e Cunha já craveja de interrogações o ambiente de 2016. Mas o Brasil é maior que a crise. E perder a esperança não iluminará o futuro. Um 2016 feliz dependerá de todos nós. Mais sobre Dilma Mais sobre crise na economia Mais sobre a Operação Lava Jato
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Lula Crise econômica Dilma PIB economia Renan Calheiros Eduardo Cunha crime ambiental Sérgio Moro Mariana

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