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Deputados e senadores bolsonaristas encenam motim e saem politicamente derrotados.

Lydia Medeiros

Lydia Medeiros

8/8/2025 12:00

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Parlamentares ligados a Jair Bolsonaro emularam as invasões de 8 de janeiro de 2023 e tomaram a Câmara e o Senado, tentando impor uma agenda própria de votações. Enquanto senadores se acorrentavam à mesa diretora, deputados impediam o presidente da Câmara, Hugo Motta, de comandar a sessão. Depois de cerca de 30 horas, na noite de quarta-feira o espetáculo terminou. Sem vencedores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não apareceu; preferiu marcar uma sessão virtual a enfrentar os acorrentados. Motta demorou a assumir e impor a ordem. E os rebeldes mostraram que sua causa não tem apelo, ou seja, não tem votos suficientes.

Os amotinados, a maioria do PL de Jair Bolsonaro, propõem uma agenda que, ironicamente, batizaram de "pacote da paz". Prevê a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e o fim do foro especial para deputados e senadores. O maior beneficiado seria o próprio Bolsonaro, e a família executaria seu plano de vingança contra o juiz do STF.

A ideia da anistia, porém, foi inviabilizada por obra do clã Bolsonaro e de seu ídolo, Donald Trump. O presidente americano associou o projeto a um tarifaço que vai significar enorme prejuízo à economia nacional. Ao defender o ex-presidente brasileiro com todas as letras (maiúsculas) na carta em que comunicou ao governo Lula a taxação das exportações, Trump transformou Bolsonaro na cara de uma crise que vai tirar empregos e arruinar negócios no Brasil.

Ação para forçar anistia e pautas radicais termina sem apoio e sem votos.

Ação para forçar anistia e pautas radicais termina sem apoio e sem votos.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Políticos costumam ser solidários e até carregam o caixão, mas não se jogam na cova. Esse pragmatismo diante da situação de Bolsonaro ficou exposto na rebelião do PL. Se houvesse votos para aprovar a anistia, ou seja, o apoio dos partidos do Centrão, as cenas de incivilidade seriam desnecessárias, e o assunto poderia ser tratado entre líderes. Não há, porque não existe respaldo da opinião pública, como se vê nas pesquisas.

O isolamento político de Bolsonaro e do PL se consolida. A entrada em vigor do tarifaço volta as atenções para tentativas de negociação com o governo americano, ainda muito difíceis, mas alvo de forte pressão de empresários sobre o governo Lula. Também entram em discussão as medidas do governo para compensar perdas de trabalhadores e empresas atingidos pelas taxas. E ainda como escapar de tarifas adicionais por causa das relações comerciais entre Brasil e Rússia, como aconteceu com a Índia. Bolsonaro ficou ainda menor no caos que ajudou a criar. Não ganhou nada, ao contrário. Continua preso em casa, atado a uma tornozeleira eletrônica.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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