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Congresso em Foco
3/3/2026 | Atualizado às 13:23
A mãe da ex-deputada Carla Zambelli, Rita Zambelli, anunciou a pré-candidatura à Câmara dos Deputados. Filiada ao PL em São Paulo, ela escolheu o mesmo partido pelo qual a filha se elegeu em 2022. Aos 75 anos, Rita iniciará corrida política pela primeira vez.
Carla Zambelli está presa no presídio de Rebibbia, em Roma, na Itália, desde julho de 2025. A ex-deputada foi condenada por invasão a sistemas de Justiça e perseguição a um homem com arma de fogo.
No último domingo (1º), a pré-candidata participou da manifestação de oposição ao presidente Lula e ao STF em São Paulo. Rita vestia camiseta com o rosto de Carla estampado. "Eu sou a voz da minha filha", estava escrito na peça de roupa.
Durante a manifestação, a mãe de Zambelli posou com o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e outras figuras da direita, como o deputado Gustavo Gayer (PL-GO).
Nas redes sociais, Rita disse ter assumido a pré-candidatura com "orgulho de mãe" por designação de Carla.
"Aceitei, com orgulho de mãe, a missão que minha filha me confiou em maio do ano passado quando me anunciou como sua futura pré-candidata a deputada federal em seu lugar.
Onde eu puder, levarei seu nome e sua voz, Carla. Começamos essa luta juntas há 15 anos, com pouquíssimas pessoas, fundamos um movimento que levou a voz do povo para todos os cantos do país, o NasRuas. Ninguém nos impedirá de continuar o seu legado e ninguém poderá calar a sua voz, minha filha."
Carla Zambelli
Carla Zambelli está presa em razão de uma condenação do STF por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. A 1ª Turma considerou que ela foi a mentora intelectual de um ataque hacker executado por Walter Delgatti Neto, com o objetivo de inserir mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes e manipular dados do Judiciário.
Em maio de 2025, o STF condenou a então deputada a 10 anos de prisão em regime fechado, além de multa e perda do mandato parlamentar, pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. Moraes decretou a prisão preventiva, o bloqueio de bens e perfis em redes sociais.
Zambelli deixou o Brasil e passou a ser considerada foragida até ser localizada e presa na Itália em 29 de julho de 2025. Ela foi detida em Roma e levada para o Complexo Penitenciário de Rebibbia, na ala feminina Germana Stefanini, uma das maiores prisões para mulheres do país.
A prisão ocorreu em cumprimento ao mandado expedido pelo STF, e o governo brasileiro tenta sua extradição para que a pena seja cumprida no Brasil.
Paralelamente, o STF também tornou definitiva outra condenação contra Zambelli, por perseguição armada nas ruas de São Paulo durante as eleições de 2022, episódio em que ela correu atrás de um homem com arma em punho após uma discussão política.
Em meio ao impasse entre a Câmara dos Deputados e o STF sobre a sua cassação, Carla Zambelli renunciou ao mandato em 14 de dezembro de 2025.
A renúncia veio três dias depois de Moraes determinar a perda imediata do mandato e anular a votação do Plenário da Câmara que havia tentado mantê-la no cargo.
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