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Defesa: Genoino não cuidava das finanças do PT

Congresso em Foco

6/8/2012 | Atualizado às 16:46

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Pacheco, advogado de Genoino: argumentação da acusação é

Pacheco, advogado de Genoino: argumentação da acusação é "nazista"
[caption id="attachment_82144" align="alignleft" width="300" caption="Pacheco, advogado de Genoino: argumentação da acusação é "nazista""][fotografo]Nelson Jr./STF[/fotografo][/caption]Por aproximadamente 40 minutos, o advogado de José Genoíno, Luis Fernando Pacheco, sustentou que seu cliente só está indiciado no processo do mensalão porque era presidente do PT quando o esquema de pagamento a deputados da base aliada eclodiu. A defesa alegou que o petista não tinha qualquer responsabilidade sobre a administração financeira do partido e fazia apenas negociação política dos interesses do partido com a base aliada. Atualmente, exercendo o cargo de assessor especial do Ministério da Defesa, Genoíno é acusado de formação de quadrilha e corrupção passiva. Mensalão: entenda o que está em julgamento Quem são os réus, as acusações e suas defesas Tudo sobre o mensalão Leia outros destaques de hoje do Congresso em Foco Segundo Pacheco, a opinião pública "há muito já se convenceu que o mensalão foi uma farsa". O advogado desqualificou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e afirmou que Genoíno só está entre os réus da ação penal 470 porque foi presidente do PT. "A denúncia não faz individualização de conduta, redunda na responsabilidade objetiva. É o direito penal nazista. É judeu, então mata. Foi presidente do PT, então tem que ir para a cadeia. E tem que ir não pelo que fez, mas pelo que foi. [...] Não há nada que prove que ele tenha participado do mensalão", disse. Na acusação apresentada por procurador-geral da República, Roberto Gurgel, Genoíno aparece como o interlocutor político do esquema do mensalão, e que teria tratado do apoio de partidos ao governo Lula, principalmente com o PP. Como o Congresso em Foco adiantou no sábado (4), os advogados dos 38 réus vão se dedicar, a partir de hoje, a questionar as provas apresentadas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Além das perícias, os advogados pretendem usar os depoimentos prestados durante a investigação como forma de absolver os acusados. Na sexta-feira, Gurgel pediu a condenação de 36 dos envolvidos. Pacheco sustentou que, durante sua gestão à frente do PT, Genoíno cuidou apenas da administração do partido e, assim que assumiu o posto, deixou claro que não queria ter participação na gerência das finanças do partido. "Genoíno cuidava das relações do partido com a militãncia e com a base aliada e tratava tudo em termos políticos e não em termos de finanças. [...] Quando assumiu a presidência, deixou claro que não iria tratar sobre a sede do partido, finanças e reivindicações de cargos públicos", disse Pacheco que, afirmou que os cuidados com assuntos financeiros eram de inteira responsabilidade de Delúbio Soares. Ele usou parte do tempo disponível para apresentar a história pessoal de Genoíno até sua chegada à presidência do PT. "Trabalharemos as provas, mas é importante que os senhores conheçam a trajetória dele", afirmou que acrescentou que seu cliente era uma pessoa "incapaz" de cometer qualquer ato ilícito. Ele leu trechos de depoimentos de pessoas aliadas ao ex-deputado que referendavam o caráter apregoado pela sua defesa. Pacheco afirmou ainda que Genoíno nunca recebeu qualquer vantagem pessoal enquanto foi deputado federal. "Ele manteve seu padrão de vida de classe média e mora na mesma casa até hoje, em um bairro de trabalhadores em São Paulo", disse. Saiba mais sobre o Congresso em Foco
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