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Porto Seguro: STF abre investigação contra Valdemar

Congresso em Foco

Autoria e responsabilidade de Edson Sardinha

5/8/2013 | Atualizado 7/8/2013 às 1:19

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[caption id="attachment_87667" align="alignleft" width="285" caption="Valdemar alega que sua relação com um dos acusados é apenas de amizade"][fotografo]José Cruz/ABr[/fotografo][/caption]Um dos quatro parlamentares condenados no julgamento do mensalão, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) será investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento em outro caso rumoroso. O ministro Gilmar Mendes determinou a abertura de inquérito para apurar a participação do ex-presidente do Partido da República (PR) no esquema desbaratado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que aponta indícios de “patrocínio de interesses privados perante a administração pública” entre Valdemar e o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira, um dos alvos da operação. Segundo Gurgel, as interceptações telefônicas da Porto Seguro indicam que Valdemar e Paulo trocavam favores. O procurador suspeita que o deputado tenha cometido crimes de advocacia administrativa e corrupção passiva. “É preciso investigar como ocorriam as mencionadas trocas de favores, esclarecendo se eram vinculadas a solicitação ou recebimento de vantagens pelo parlamentar”, defende. As investigações da Porto Seguro identificaram 1.169 ligações telefônicas entre Paulo Rodrigues Vieira e o Partido da República, de Valdemar. Deflagrada em novembro do ano passado, a operação desarticulou um grupo que, segundo a acusação, atuava como uma organização criminosa infiltrada em sete órgãos federais para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses privados. Seis pessoas foram presas. Entre elas, Paulo e seu irmão, Rubens Carlos Vieira, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Também figuraram entre os alvos da Porto Seguro o ex-subchefe da Advocacia Geral da União (AGU) José Weber Holanda e a então chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha. Os dois foram afastados de seus cargos. A presidenta Dilma Rousseff determinou a abertura de sindicância em todos os órgãos federais citados na investigação para apurar a responsabilidade de servidores. Mais de 20 pessoas são investigadas atualmente por envolvimento no caso. "Companheiro da gente" O Congresso em Foco não conseguiu localizar Valdemar Costa Neto para comentar a abertura do novo inquérito. Ainda em novembro do ano passado, o deputado disse que o aprofundamento das investigações só iria confirmar uma coisa: sua grande amizade com Paulo Rodrigues Vieira. “O Paulo é companheiro da gente e me ajudou demais, conforme a Polícia Federal vai poder constatar nos e-mails e telefonemas para mim”, afirmou ele ao site e a outros jornalistas no dia 28 de novembro. Valdemar: Paulo Vieira me ajudou demais Valdemar recorre da condenação que lhe foi imposta pelo Supremo no julgamento do mensalão. O parlamentar foi condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de pagamento de multa superior a R$ 1 milhão. Como presidente do extinto PL, atual PR, Valdemar recebeu R$ 10 milhões do PT por meio do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares. O dinheiro, segundo a defesa, foi destinado ao pagamento de dívidas de campanha e não serviu de moeda de troca para que a bancada apoiasse o então presidente Lula no Congresso, conforme alegou a acusação. Leia mais sobre a Operação Porto Seguro Leia mais sobre o mensalão
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