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Lula não deve rever privatizações, diz Marco Aurélio

Congresso em Foco

13/10/2006 | Atualizado às 22:33

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O presidente em exercício do PT e coordenador de campanha do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, disse hoje (13) que o questionamento feito ontem (12) pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sobre privatizações foi uma "pergunta malandra".

Em entrevista, FHC perguntou por que o petista, que critica tanto a privatização da Vale do Rio Doce, não reestatizou a empresa nesses últimos quatro anos.

"Não é o caso de rediscutir a privatização. O mal está feito. O mal não é exclusivamente ter sido privatizada. O mal está também na forma e nos resultados obscuros. Esse dinheiro arrecadado agravou a carga fiscal", afirmou Marco Aurélio em entrevista coletiva.

De acordo com o presidente interino do PT, a revisão de privatizações é um processo complexo e teria um impacto muito forte na economia brasileira. Por isso, não seria bom o governo tomar essa iniciativa.

Marco Aurélio também resolveu fazer questionamentos. Segundo ele, US$ 71 bilhões foram arrecadados pelo Estado com as privatizações. O dinheiro, observou, poderia resolver a questão fiscal. No entanto, de acordo com o coordenador petista, a questão não foi resolvida, e sim agravada, já que a dívida pública aumentou. "É justo que se pergunte para que as privatizações serviram".

Ajuste fiscal

O coordenador  disse que, num segundo mandato Lula, o ajuste das contas públicas se dará pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), da queda das taxas de juros e da redução de certas despesas do governo. Conforme a previsão dele, a economia brasileira deverá crescer 5% em 2007, o que possibilitará maior arrecadação de tributos para a União, estados e municípios.

Ao mesmo tempo, completou, deve-se acentuar a diminuição das taxas de juros, devido à queda da inflação abaixo da meta, o que permitirá diminuir os desembolsos do governo com encargos financeiros. Além disso, afirmou o coordenador da campanha de Lula, o governo pretende melhorar a qualidade do gasto público.

Ele afirmou que algumas despesas estão em queda. É o que tem ocorrido, segundo ressaltou, com as compras e contratos fechados por meio de pregão eletrônico. De janeiro a agosto deste ano, o governo economizou R$ 632 milhões ao adquirir produtos e serviços com valores em média 30% mais baixos que os preços de referência.

Marco Aurélio Garcia disse ainda que o próximo governo também não terá de melhorar os salários do funcionalismo, como fez Lula em seu primeiro mandato. "Não precisaremos dar os pinotes que foram necessários para atender à necessidade do nosso funcionalismo. Fizemos reajustes importantes no que diz respeito aos salários, que vão nos dar hoje uma situação mais equilibrada", declarou.

O coordenador também comentou o anúncio feito pelo economista Yoshiaki Nakano, cotado para ser o ministro da Fazenda de Geraldo Alckmin, caso ele seja eleito, de que a equipe tucana planeja fazer um corte de 3% do PIB (R$ 60 bilhões) nos gastos federais. "O Nakano falou alto o que eles todos estão pensando baixo para não trazer prejuízo para a campanha eleitoral", opinou Marco Aurélio. "A proposta de Nakano de corte significaria concretamente cortar três anos de Bolsa-Família", comentou, acentuando as diferenças entre as estratégias econômicas do PT e do PSDB. (Renaro Cardozo)

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