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Congresso em Foco
7/11/2020 | Atualizado 10/10/2021 às 17:31
O modelo de acompanhamento de candidaturas não é algo novo, embora no Brasil seja recente. A inovação está no foco em mulheres. No Estados Unidos, grupos como o “Brand New Congress” (Um novo Congresso) atuaram de forma similar em candidaturas de mulheres, negros e minorias históricas do país, ajudando nomes como Alexandria Ocasio-Cortez a se elegerem. No Brasil, contudo, esse tipo de ação vem de grupos que atuam sem personalidade jurídica, dado a ilegalidade perante à legislação. E atuar como pessoa física impõe limitações. As organizadoras dos projetos citados anteriormente pagam tudo do próprio bolso e tudo é voluntário. Elas se organizam para suprir as deficiências deixadas pelos partidos políticos e pela própria estrutura patriarcal de nossa sociedade, mas não é possível dar conta de todas.
A demanda é muito alta, o que vai de encontro à ideia de que as mulheres não se elegem porque não têm interesse em política. Pelo contrário, os processos seletivos da Iniciativa Brasilianas e d’a A Tenda tiveram centenas de inscritas que relataram total falta de estrutura por parte dos partidos políticos. Não se trata apenas da ausência de recursos financeiros - que é grave e recorrente - mas da falta de orientação, apoio, formação e das informações necessárias para a realização de uma campanha minimamente viável.
*Hannah Maruci é mestre e doutoranda em Ciência Política na Universidade de São Paulo e co-idealizadora d’a Tenda.
**Thaisa Torres é co-fundadora da Iniciativa Brasilianas e idealizadora do projeto Mulheres na Política.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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