Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Viana cobra reação do Congresso após Gilmar liberar Leila Pereira

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

CPMI DO INSS

Viana cobra reação do Congresso após Gilmar liberar Leila Pereira

Presidente da comissão criticou aval do STF para que presidente da Crefisa e do Palmeiras não compareça ao colegiado e defendeu que o Congresso reaja ao que chamou de enfraquecimento das prerrogativas de investigação.

Congresso em Foco

18/3/2026 | Atualizado às 10:37

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de desobrigar a empresária Leila Pereira de comparecer à CPMI do INSS provocou reação dura do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Em nota oficial (veja a íntegra mais abaixo), o parlamentar disse ter recebido com "profunda indignação" a medida e afirmou que o entendimento do Supremo fragiliza o poder investigatório do Congresso.

Leila, presidente da Crefisa e do Palmeiras, estava convocada para depor nesta quarta-feira (18), mas Gilmar concedeu habeas corpus para liberá-la do comparecimento. Na decisão, o ministro também assegurou que, caso ela opte por ir à comissão, poderá permanecer em silêncio, ser acompanhada por advogado e não sofrer constrangimento ou coação. Gilmar apontou indícios de desvio de finalidade na convocação e possível extrapolação do objeto da CPMI.

Dispensa de Leila Pereira de depoimento fragiliza e compromete trabalhos da CPMI, diz Carlos Viana

Dispensa de Leila Pereira de depoimento fragiliza e compromete trabalhos da CPMI, diz Carlos VianaAndressa Anholete/Agência Senado

Na reação, Carlos Viana concentrou sua crítica no fato de Leila ter sido chamada como testemunha, e não como investigada. Segundo ele, esse ponto torna a decisão ainda mais grave, porque testemunhas têm dever legal de comparecer e colaborar com o esclarecimento dos fatos. Na avaliação do senador, o direito ao silêncio para evitar autoincriminação é legítimo, mas não pode ser confundido com uma dispensa de presença diante da comissão.

"O que não se pode admitir é a dispensa do comparecimento. Comparecer é obrigação. Permanecer em silêncio é um direito", sustentou Viana na nota, ao afirmar que a medida abre um precedente preocupante para o funcionamento de CPIs e CPMIs.

NOTA OFICIAL — Presidente da Crefisa, Leila Pereira, é liberada pelo Ministro Gilmar Mendes de comparecer à CPMI do INSS

Recebo com profunda indignação a decisão proferida em mandado de segurança que autoriza o não comparecimento de testemunha convocada pela CPMI do INSS, com…

— Carlos Viana (@carlosaviana) March 18, 2026

A decisão de Gilmar Mendes foi tomada no MS 40.643, com concessão de habeas corpus de ofício. Além de autorizar a ausência, o ministro também assegurou que, caso opte por comparecer, Leila poderá permanecer em silêncio, ser acompanhada por advogado e não sofrer qualquer tipo de constrangimento ou coação.

O senador também afirmou que a vedação à condução coercitiva, nesse contexto, esvazia a eficácia das convocações aprovadas pelo colegiado e abre espaço para que testemunhas passem a escolher se querem ou não colaborar com investigações de interesse público. Em outro trecho, fez um apelo direto ao Congresso para que reaja institucionalmente ao que classificou como enfraquecimento das prerrogativas parlamentares.

A decisão de Gilmar encerrou, ao menos por ora, mais uma tentativa da CPMI de ouvir Leila Pereira. A convocação da empresária havia sido aprovada pela comissão sob o argumento de que a Crefisa, instituição que preside, apareceu entre os bancos citados em levantamentos sobre reclamações e irregularidades relacionadas a operações com beneficiários do INSS. A oitiva foi defendida pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), após depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.

O caso já vinha gerando atrito entre a comissão e o STF desde a semana passada. Em 11 de março, o ministro Flávio Dino manteve a convocação de Leila como testemunha, embora tenha vedado condução coercitiva e admitido a possibilidade de remarcação da oitiva. Na ocasião, a CPMI remarcou o depoimento para o dia 18.

Com a nova decisão, a audiência desta quarta foi cancelada. O episódio aprofundou a tensão entre a cúpula da CPMI e o Supremo e deve alimentar o discurso de parlamentares que acusam a Corte de limitar o alcance das investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

CPMI do INSS Leila Pereira Gilmar Mendes Carlos Viana Crefisa palmeiras STF CPIs

Temas

Congresso

LEIA MAIS

PROTEÇÃO À MULHER

Câmara aprova criação de programa de prevenção ao feminicídio

ECONOMIA

Câmara aprova urgência para reajuste do limite de faturamento de MEIs

VÍDEO

Congresso foi decisivo na condução do acordo Mercosul-UE, diz Alckmin

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES