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CONFUSÃO EM MEIO A FOLIA
Congresso em Foco
19/2/2026 | Atualizado às 15:35
O deputado distrital Thiago Manzoni (PL) repudiou a nota da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sobre o uso do spray de pimenta contra Fábio Felix. Manzoni é conhecido por prestar assistência religiosa ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na segunda-feira (16) de Carnaval, o deputado distrital Fábio Felix foi surpreendido por um jato de spray de pimenta no rosto enquanto conversava com a Polícia Militar acerca da prisão de produtoras do Bloco Rebu.
De acordo com o parlamentar, ele foi acionado por organizadores do bloco, por artistas e por foliões que presenciaram a prisão das produtas. Fábio Félix afirmou que compareceu ao local na condição de presidente na Comissão de Direitos Humanos da CLDF.
"É atribuição parlamentar fiscalizar a atividade policial, sobretudo quando há denúncias de violência e de arbitrariedade. Nenhuma tentativa de criminalizar a minha atuação será tolerada."
Ao buscar mediar a confusão, Fábio Felix foi atingido por um jato de spray de pimenta. A PM sustentou que o uso do spray de pimenta foi uma resposta após o deputado encostar em um polícial que estava na barreira, contudo, essa versão é negada pelo distrital.
O porta-voz da PMDF, major Broocke, afirmou que a confusão se iniciou quando cães farejadores identificaram o cheiro de entorpecentes entre os foliões, o que levou a abordagem e a prisão em flagrante de dois homens que portavam maconha.
Após a prisão, segundo o major, uma das produtoras teria tentado obstruir a ação policial e, por isso, foi conduzida a delegacia. "Em algum momento apareceu o deputado, que encostou em um policial, que teve que utilizar instrumento de menor potencial ofensivo para evitar o uso da força", afirmou o porta-voz.
Nota polêmica
Em nota intitulada "Inadmissível a agressão ao Deputado Fábio Felix", a CLDF condenou a atuação da polícia e afirmou que Felix tentava mediar uma solução para o desentendimento. A nota foi assinada pelo deputado Ricardo Vale (PT), na condição de vice-prediente da CLDF em exercício da presidência.
"O Deputado foi surpreendido, sem razão alguma, com spray de pimenta em seu rosto. As cenas divulgadas pelos meios de comunicação e nas redes sociais não deixam dúvidas da atuação legítima e pacífica do Deputado, que estava ali brincando o Carnaval como qualquer brasileiro, mas como agente público sentiu-se no dever de tentar ajudar a desfazer a confusão que se instalou na redondeza."
Resposta da oposição
Manzoni afirmou que está "a favor da Polícia Militar" e que os deputados não foram consultados acerca da nota.
"Essa nota foi escrita por um deputado do PT que está na presidência da Câmara na ausência do presidente Wellington Luiz (MDB). Ele escreveu a nota e publicou em nome da Câmara, sem consultar nenhum dos deputados."
O parlamentar afirmou que a conduta que deve ser investigada não é a da policial, mas sim "a conduta e a atitude do deputado em relação a Polícia Militar do Distrito Federal".
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