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CONFLITO VENEZUELA

EUA negam estar em guerra e justificam operação contra Maduro na ONU

Segundo a interpretação estadunidense, houve "aplicação da lei, facilitada pelas Forças Armadas".

Congresso em Foco

6/1/2026 13:00

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Nesta segunda-feira (5), os Estados Unidos negaram as acusações de estarem em conflito ou ocupando a Venezuela. A justificativa foi apresentada durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em resposta à operação que culminou na detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro no sábado (3), em Caracas.

O embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, enfatizou que a ação em solo venezuelano teve natureza jurídica, e não militar. Segundo a interpretação estadunidense, houve "aplicação da lei, facilitada pelas Forças Armadas".

"Não há guerra contra a Venezuela nem contra o seu povo. Não estamos ocupando um país. Tratou-se de uma operação de aplicação da lei em cumprimento de acusações legais que existem há décadas". Ele acrescentou: "Os Estados Unidos prenderam um narcotraficante que agora responderá a julgamento nos Estados Unidos, de acordo com o Estado de Direito, pelos crimes que cometeu contra o nosso povo ao longo de 15 anos."

Waltz assegurou que

Waltz assegurou que "provas esmagadoras de seus crimes serão apresentadas".UN Photo/Loey Felipe

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram acusados de serem foragidos da Justiça dos EUA. O líder venezuelano é apontado como o chefe de uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas e armas, denominada pelos EUA de Cartel de los Soles. Organizações como a International Crisis Group questionam a existência do Cartel de los Soles, alegando que a narrativa é utilizada como estratégia para justificar uma possível intervenção dos EUA na Venezuela.

O embaixador Waltz assegurou que "provas esmagadoras de seus crimes serão apresentadas abertamente nos processos judiciais". Na ONU, Waltz estabeleceu um paralelo entre a detenção de Maduro e a de Manuel Noriega, no Panamá, em 1989. Noriega foi levado aos Estados Unidos, julgado e condenado, cumprindo pena tanto nos EUA quanto no Panamá.

Durante seu discurso, Waltz afirmou que Maduro não é reconhecido como chefe de Estado legítimo, mencionando que mais de 50 países contestam os resultados das eleições de 2024, consideradas fraudulentas por um painel de especialistas da ONU.

"Se as Nações Unidas conferirem legitimidade a um narcoterrorista ilegítimo e lhe derem o mesmo tratamento previsto nesta Carta que a um presidente democraticamente eleito ou chefe de Estado, que tipo de organização é essa?"

O representante estadunidense também alegou que Maduro "tornou-se incrivelmente rico" às custas do povo venezuelano e permitiu a atuação de inimigos dos Estados Unidos em território venezuelano. "Este é o Hemisfério Ocidental. É onde vivemos e não vamos permitir que seja usado como base de operações por adversários, concorrentes e rivais dos Estados Unidos. Não se pode transformar a Venezuela em um centro operacional do Irã, do Hezbollah, de agentes de inteligência cubanos", disse Waltz.

"Não se pode continuar tendo as maiores reservas de energia do mundo sob o controle de adversários dos Estados Unidos, sob líderes ilegítimos, sem beneficiar o povo da Venezuela, e sendo roubadas por um punhado de oligarcas dentro do país", complementou.

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