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Israel deporta brasileiros presos após acordo com embaixada

Brasileiros embarcados na Flotilha Global Sumud foram enviados para Amã, na Jordânia.

Congresso em Foco

7/10/2025 16:01

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O governo de Israel e a embaixada do Brasil em Tel Aviv chegaram a um acordo pela libertação dos 13 brasileiros presos por embarcar na Flotilha Global Sumud, incluindo a deputada Luizianne Lins (PT-CE). Eles foram libertados na fronteira com a Jordânia, e transportados à capital do país em um veículo providenciado pela embaixada em Amã.

Os 13 brasileiros embarcaram rumo à Faixa de Gaza junto a outros 407 ativistas para levar alimentos e remédios para a população afetada pela guerra. As embarcações foram interceptadas pela marinha israelense na última quarta-feira (2), e os tripulantes enviados na penitenciária de Ketziot.

Entre os brasileiros libertados está a deputada Luizianne Lins, que participou da missão humanitária rumo à Faixa de Gaza.

Entre os brasileiros libertados está a deputada Luizianne Lins, que participou da missão humanitária rumo à Faixa de Gaza.Divulgação/Gabinete Luizianne Lins

O governo israelense chegou a oferecer acordos individuais de deportação acelerada aos detentos, e os signatários foram enviados à Turquia. Um 14º brasileiro estava entre eles. A maior parte dos ativistas considerou os termos do acordo abusivos, e se recusaram a assinar. Luizianne Lins estava entre eles.

A equipe do gabinete da deputada comemorou o acordo com a embaixada. "A libertação dos membros da Fotilha é conquista da mobilização nas ruas e nas redes. O mundo segue com olhares voltados ao que está acontecendo em Gaza e exigindo o fim do genocídio do povo palestino. (...) Agradecemos a solidariedade internacional, (...) a luta continua!", publicaram nas redes da parlamentar.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores reforçou que a flotilha operava com fins pacíficos, e ressaltou a postura contrária ao cerco israelense à Faixa de Gaza. "O Brasil conclama a comunidade internacional a exigir de Israel a cessação do bloqueio à Gaza, por constituir grave violação ao direito internacional humanitário".

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