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Paulo José Cunha

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25/6/2018 | Atualizado 10/10/2021 às 16:36

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Logo que as redes sociais começaram a se popularizar, analistas açodados, especialistas de araque e profetas do apocalipse correram a anunciar triunfalmente a morte da mídia e a chegada da informação “genuína”, sem a interferência desses intermediários mal intencionados (os tais de jornalistas), totalmente produzida e distribuída pelo cidadão, sem “filtros”, sem “desvios ideológicos”, sem “segundas intenções”. Finalmente a informação passaria a circular em estado puro, sem o tendenciosismo da mídia de mercado nem o oficialismo dos veículos públicos. A própria palavra “mídia” foi estigmatizada como portadora do vício de origem que a faria distorcer a informação pelo simples fato de mediá-la.

O defunto está vivo

Durou pouco o ritual do cortejo fúnebre da imprensa, seja ela de mercado, como os jornais diários e as emissoras privadas de rádio e de TV, seja a mídia do campo público como a Rádio Justiça, a TV Câmara e a TV Brasil. Rapidamente percebeu-se que o defunto não havia morrido. Ficou claro que a carga negativa sobre a mídia tradicional – privada e pública – tinha e tem origem em setores incomodados com a liberdade editorial que escancara a corrupção e as atitudes reprováveis de agentes públicos. Tal carga negativa ocorre, na maioria das vezes, por iniciativa de setores de nítida inclinação político-ideológica prejudicados em seus objetivos políticos. De uma hora para outra, adeptos e arautos de um radicalismo míope passaram a estigmatizar a imprensa e a satanizar o jornalismo e os jornalistas, como se todos fizessem parte de uma urdidura planetária habilmente montada para minar as conquistas sociais e beneficiar o capitalismo predador e selvagem. Um complô universal? Claro que existe um capitalismo predador e selvagem. Mas seria levar a teoria da conspiração ao paroxismo acreditar que toda a grande mídia do mundo estaria mancomunada a interesses escusos com a finalidade de garantir privilégios e regalias das grandes corporações. Ora, a imprensa do campo público opera com o objetivo editorial de divulgar a instituição a que pertence. Os próprios servidores desses veículos cuidam de evitar tendenciosismo ou subtração de informação. A TV Câmara, por exemplo, divulga o que ocorre na Câmara, patrocina debates e ouve especialistas acerca dos temas em exame. Não tem o que esconder nem o que exagerar.  
[fotografo]EBC[/fotografo]

Paulo José Cunha: “O próprio público da imprensa convencional, além de outros mecanismos, funciona como instrumento regulador e, por isso, exige informação isenta e imparcial”

  E a mídia de mercado, que vive de tiragem e audiência, divulga o que ocorre na cidade, no estado, no país e no mundo. O próprio público da imprensa convencional, além de outros mecanismos, funciona como instrumento regulador e, por isso, exige informação isenta e imparcial. Se há excessos? Sim, claro, embora já se tenha avançado muito no aperfeiçoamento dos protocolos de apuração. Ouvir todas as partes envolvidas e separar publicidade de matéria editorial já são cuidados óbvios. Vai longe o tempo em que o chefe político mandava comprar toda a edição do jornal com manchete que o incomodava, e assim sufocava a notícia. Hoje é impossível anular uma notícia que circula pela internet. Mais imprensa, menos mentiras Uma certeza vem se cristalizando com nitidez absoluta: nem a liberdade, prima-irmã da democracia, nem a verdade, irmã-siamesa da justiça, podem prescindir dos procedimentos midiáticos que a experiência ajudou a consolidar, sintetizados na ontologia e nos preceitos definidos nos códigos de ética, nos cuidados dos observatórios, na atuação dos ombudsman e em todo o aparato de aperfeiçoamento da apuração e da edição jornalística, tudo em busca da verdade e do comprometimento com o interesse público. Para as fake news, às quais dedico atenção especial pela importância de que se revestem, não identifico ainda antídoto nem remédio. Mas, sem dúvida, fora outras providências, o combate às mentiras turbinadas tecnologicamente começa pelo fortalecimento da imprensa, ela, sim, aparelhada para a apuração de qualidade e comprometida com o equilíbrio, a liberdade, a democracia e o interesse público. Ainda que eventualmente erre, na essência a imprensa acerta. Por isso, não tenho medo de escrever, assinar embaixo e mandar reconhecer a firma: - Quanto mais imprensa livre e comprometida com a verdade, menos notícias falsas. Quanto mais imprensa responsável, menos informação tendenciosa. Quanto mais jornalismo, menos “fakenewsmo”.  
Do mesmo autor: << Crime eleitoral compensa << Greve de faz-de-conta nem faz nem conta
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