Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. A obra inacabada da Nova República | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Marcus Pestana

Direita e esquerda: uma distinção que ainda faz sentido?

Marcus Pestana

Trump, o anticapitalista

Marcus Pestana

Seu voto para o Congresso Nacional vale ouro

Marcus Pestana

A virtude está no meio

Marcus Pestana

Instituições, confiança e o exemplo que vem de cima

ECONOMIA

A obra inacabada da Nova República

OPINIÃO: Se as conquistas com a redemocratização foram muitas, também herdamos lacunas e gargalos inaceitáveis. Por Marcus Pestana

Marcus Pestana

Marcus Pestana

24/8/2024 7:49

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

Vista aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Vista aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Aproxima-se o aniversário de 40 anos do fim da ditadura e da inauguração do mais longo e profundo período democrático da nossa história. Na última semana, publiquei o artigo “O Legado da Redemocratização Brasileira”, onde celebrava quatro grandes feitos do período: a consolidação da democracia permanentemente testada, o Plano Real e a estabilização da economia, a criação de uma sólida rede de proteção social e a estruturação de um avançado quadro institucional na área ambiental. Para um leitor apressado poderia parecer o paraíso na terra, uma goleada histórica de 4 x 0. Ledo engano. Se as conquistas foram muitas, herdamos lacunas e gargalos inaceitáveis. O primeiro e mais grave, verdadeira tragédia nacional, é o desempenho de nosso sistema educacional. A qualidade da educação é quase tudo. Repercute no padrão de convivência social e na cidadania, na produtividade e no emprego, na inovação, na saúde, na segurança e no grau e consistência da participação política. Pois é, saiu o Ideb/2024 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Atingimos apenas uma das três metas. Mal, mal, recuperamos os níveis pré-pandemia nos anos iniciais do ensino fundamental e tivemos retrocessos no ensino médio. Apenas Goiás, Pernambuco e Piauí cumpriram os objetivos programados em relação ao ensino médio, porta de entrada dos jovens na vida adulta e no mercado de trabalho. A meninada não consegue somar 25 e 50 centavos ou fazer conta de duplicar ou triplicar. E não serão planos nacionais de educação cheio de boas intenções e palavras bonitas ou normas emanadas de Brasília que mudarão este quadro. Fiquei desalentado quando li, num artigo do economista Samuel Pessoa, que na avaliação internacional do ensino (PISA) os 10% piores alunos vietnamitas estavam à frente dos 10% melhores brasileiros. O Ideb/2024 mostrou que não estamos virando o jogo. Desse jeito, o Vietnã ultrapassará o Brasil em renda per capita. Essa é a maior derrota da Nova República. Gol contra. 4 x 1. O segundo “Calcanhar de Aquiles” é a expansão inacreditável, a sofisticação surpreendente e o enraizamento social do crime organizado. Criminalidade sempre houve. Mas não há motivos para comemorarmos uma trajetória que derivou no estabelecimento de um verdadeiro Estado paralelo por organizações como o PCC ou o Comando Vermelho. E não parece que sabemos bem como enfrentar esse enorme desafio. Fomos temporariamente derrotados. 4 x 2. Outra lacuna difícil de engolir foi o atraso nos investimentos na infraestrutura urbana, essenciais para elevar o padrão de vida da população, principalmente a de baixa renda. Cerca de 15,8% da população, ou sejam 32 milhões de brasileiros, não têm água tratada (SNIS/2022). Em pleno século 21, 90 milhões de pessoas no Brasil não têm coleta de esgoto (44,5% da população). Os números das regiões Norte e Nordeste, neste quesito, são de indignar um cristão. Mas, pelo menos, o novo Marco do Saneamento está virando o jogo, chamando a iniciativa privada a participar da universalização dos serviços de saneamento. O quadro do transporte coletivo e da mobilidade urbana não é diferente. As grandes metrópoles não investiram em redes eficientes de metrô e a ineficiência do sistema estimula o uso do transporte individual, desorganizando as cidades. Pena, 4 x 3. Infelizmente, este jogo ainda não acabou.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

educação crime organizado infraestrutura saneamento básico Nova República

Temas

País Colunistas Coluna Democracia
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES